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February 08, 2009

Sem crédito, mas a comer doces árabes em Lisboa

Adoro a cidade. Adoro o aroma a café a sair das pastelarias. Adoro ter tudo perto de mim. Adoro andar de loja em loja a descontrair vendo o que o meu dinheiro não pode comprar, se não com o sonho remoto de ganhar o euromilhões, isto é quando jogo, porque raramente jogo nesse jogo de fortuna, excepto quando há "jackpot". Quer dizer até posso comprar, mas depois fico até ao mês a fazer dieta, ou até ao final do ano, pois nunca compro nada a crédito e isso dos cartões de crédito não me diz nada, não gosto de financiar as minhas pequenas vaidades com o dinheiro emprestado dos outros e não durmo bem se tiver dívidas. Gosto de auto financiar as minhas compras, Não tenho nenhum crédito, excepto o da minha casa que está quase já pago, aliás estou a pensar paga-lo completamente quando receber uns dinheiros de uma herança da minha avó. E o meu carro é em segunda mão, porque comprar carro usado a pronto fez-me poupar muito dinheiro e eu não preciso de ter o ultimo modelo de carro, porque acho que os carros foram feitos para transportar pessoas e não para exibir riqueza. Viver acima das minhas possibilidades não é para mim. Mas viver na cidade à parte de se ter poluição sonora, atmosférica e insegurança, tem muitas vantagens. Temos tudo perto de casa e variedade. Queremos um médico, temos. Queremos um azeite ou um produto qualquer específico, temos. Se não encontramos é porque não sabemos procurar, se não compramos é porque não temos dinheiro para gastar.

Há dias, num destes passeios de descontracção em Lisboa, pelo jardim da Estrela, descobri uma pastelaria árabe na Calçada da Estrela, chama-se Mel das Arábias. Por curiosidade comprei lá uns “bolos” árabes a peso. Comprei o baklaua que é feito à base de massa folhada fina em camadas, são cobertos com mel e tem recheio. Também comprei lokum que é parecido com uma goma feita de amido de milho (segundo me explicaram). Gostei dos doces pelo sabor exótico e texturas diferentes, mas não deixei de reparar que muitos dos doces árabes tem equivalentes na nossa doçaria, não tivéssemos nós tido uma invasão árabe na península Ibérica e esses árabes deviam ser muito gulosos porque deixaram-nos uma herança muito rica em doces. É engraçado ver que por exemplo, que os árabes também tem rissóis e outros pratos similares aos nossos. Pena não terem a nossa mentalidade de tolerância, respeito pelas mulheres e direitos humanos. Se calhar as mulheres árabes tiveram que criar estes doces todos para tentarem acalmar os maridos mauzinhos pela doçura do mel e do açúcar e pelo que saboreei devem ter tido muito sucesso, não fosse a palavra açúcar de origem árabe.

Publicado por Optimista às February 8, 2009 04:44 AM

Comentários

Eles têm mesmo muito a aprende com o Ocidente, por exemplo, como escravizar e explorar os outros povos por séculos. Que o digam os africanos.

Publicado por: Pedro às March 4, 2009 11:33 PM

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